quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sally Luther


Enfim eu estava de volta à Bridgeport! A agitação, as festas, as pessoas... Tudo! 



Coloquei minhas malas dentro do apartamento e antes de fechar a porta senti um perfume estranho na casa.
É óbvio que eu sabia quem era!



Fui em direção a sala e avistei ela, a Sally, vestindo apenas um baby doll e esparramada no sofá.
- Sally, como você entrou aqui? – Perguntei indignado e surpreso.
- Poxa, And! Vim te fazer uma surpresa hot e é assim que sou recebida? Fiquei sabendo que você foi dispensado por uma francesa burra – ela riu – e resolvi vir aqui te propor um “brincadeirinha”, que tal?

Sally era o tipo de garota decidida. Ela havia posto na cabeça desde que nos conhecemos que um dia iria para a cama comigo, mas eu não tinha a pretensão de transar com a irmã do meu melhor amigo. O que ela sente por mim está longe de ser amor, digo que é mais uma “prova de fogo”, ela tenta me levar para a cama e eu tento não ceder.



Sally correu até mim e caímos no chão.
- O Christopher é um bocudo mesmo! Ele não tinha que sair falando das minhas aventuras amorosas pra você! – Ele não tinha MESMO! – Ele já apareceu?
- Ele não falou, eu ouvi pelo outro telefone... Quem mandou ligar pra casa? E não! Ele não apareceu! – Ela passou a mão em meu peitoral. – And, você andou malhando? Está mais gostoso... Digo, mais forte. Ah! Que se dane! Gostoso mesmo!
- Não, não malhei! E, a propósito, a Tiara fez questão de apagar meu fogo. Pode ficar tranquila! – Provoquei. – Agora me fale o motivo do Christopher ter sumido!



Sally deu um tapa em meu rosto.
- Safado! Como ousa me contar isso? Da próxima vez me espera, tá? Eu sou MUITO melhor que ela na cama... – Ela respondeu minha provocação sem nada dizer sobre o Chris.
- Pode ter certeza que não, irmãzinha! – Eu tinha de provocar. - Agora... Será que dá pra você sair de cima de mim e falar o que aconteceu com seu irmão? Eu fiquei preocupado!


Sally saiu de cima de mim e então pude me levantar.
- Antes me conte sobre Moonlight Falls! Sou louca para conhecer aquela cidade! Quem sabe um dia eu vá lá e um vampiro gostoso morda meu pescoço? – Ela riu.
- Então senta ai que vou preparar um suco e te conto tudo sobre a cidade “sobrenatural” em troca de informações sobre o Chris!




Contei a Sally sobre Moonlight Falls, mas ai ela lembrou que precisava voltar a procurar o Christopher, que estava sumido há alguns dias. Foi só ela sair de minha casa que eu peguei o telefone no bolso e liguei para meu amigo:
- Chris? Vou só tomar um banho e vou até ai! Me passa o endereço? Deixa só eu pegar um papel e uma caneta...


* * * 

Para saber mais sobre o que levou Christopher a desaparecer, leia os capítulos 4, 5, 6 e 7 do blog Por Trás de Christopher Luther!
Para saber sobre o encontro dos dois, aguarde o capítulo 8 do blog do Chris!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Moonlight Falls (Parte IV - Final)


A jovem ruiva se apresentou. Seu nome? Bèatrice Dubet. Historiadora francesa que estava em Moonlight Falls para estudar os misteriosos casos de vampiros, lobisomens e outras criaturas estranhas.

Apesar de toda a sua beleza e elegância, ela parecia uma garota ao brincar de “tapa no gnomo”.


Desistimos dos jogos e voltamos a conversar. Bèatrice parecia tímida, então resolvi sugerir algo mais animado:
- O que acha de darmos uma volta? Mal pude conhecer Moonlight Falls.
- Acho que tenho uma ideia melhor...


Bèatrice me puxou de encontro ao seu corpo e nos levou até a parede. Achei excitante o risco que correríamos se fossemos flagrados por alguns moradores locais, mas meu medo de prejudicar as filmagens foi maior que qualquer excitação:
- O que acha de irmos para um lugar mais reservado? – Sugeri.

Bèatrice assentiu com a cabeça e propus irmos ao castelo onde eu estava.


Saímos pelos fundos do bar e tomamos um táxi até o castelo Van Gould. Subimos silenciosamente até meu quarto e Bèatrice me puxou novamente contra seu corpo, porém, antes que pudéssemos trocar carícias mais calientes que beijos, Bèatrice pôs a mão em meu peito e disse:
- Desculpa! Eu não posso fazer isso! 


Eu, como um bom homem, aceitei o desejo de Bèatrice e sabia que seria impossível fazê-la ter prazer se não quisesse terminar aquela noite da forma como planejávamos.
Afastei-me de seu corpo macio e perfumado e disse que entendi sua situação. Ela me abraçou e disse:
- Não sei o que meu deu para quere trair meu noivo. Peço desculpas... Acho que estou confusa e acabei te usando para tentar descobrir se amo meu noivo. – Ela estava visivelmente envergonhada.
- Bèatrice, se soubesse que você era noiva, nem mesmo teria te trazido para cá. Não te julgo, mas a traição não é algo justo... Eu vou chamar um táxi. 


Chamei um táxi para Bèatrice e ela foi embora. Voltei para o quarto disposto a tomar um banho, mas fui surpreendido ao avistar Tiara vestindo apenas uma lingerie preta e vermelha sobre a minha cama.
- Acho que a ruivinha te deixou na mão, Andrew Baron! Vim te dar uma ajuda... Não tenho mangueira mas sei bem como apagar teu fogo... – Ela riu.


Puxei Tiara e deite-me sobre ela:
- Você sabe que se o Stanley nos pegar aqui estaremos demitidos, não é?
- Trabalho não nos faltará, And! E você sabe muito bem que sou a garota mais silenciosa do mundo...

Algumas pessoas costumam dizer que “figurinha repetida não completa álbum”, mas que o sexo com Tiara Angelista era bom, isso eu não podia negar! 
Ao menos teria uma boa recordação da minha última noite em Moonlight Falls.

domingo, 21 de outubro de 2012

Moonlight Falls (Parte III)


Chegamos ao tal barzinho por volta das 21:00h. Stanley não gostou muito da aparência do lugar, principalmente pelo ambiente ter como cor principal o vermelho, o que provavelmente fez nosso diretor lembrar das famosas “casas de luz vermelha”*.

*Locais de prostituição antigamente.


O único problema daquele lugar era o ânimo das pessoas. Stanley e Emmy ficavam dançando –loucamente - enquanto eu tinha de aturar a Tiara e o Apollo fazendo comentários sobre o visual de cada criatura que entrasse naquele lugar ou que somente a chatinha falasse que amou o novo visual. Quando percebi que nem a tequila faria efeito, resolvi sair pela tangente:

- Gente, acho que vou ao banheiro, tá?


Enquanto caminhava até o banheiro, uma máquina de jogos chamou a minha atenção. Lembrei de como eu amava aqueles joguinhos quando era mais novo.
- Bom, se não posso bater na cabeça da Tiara e do Apollo, posso bater na cabeça dos pobres gnomos! 


De fato. Eu não era mais aquele garoto com tanta habilidade em jogos. Eu não acertava a cabeça de quase nenhum gnomo e me dei por vencido.


Quando virei para ir para o banheiro, avistei uma garota ruiva que me olhava.
- Bonne nuit! – Ela falou e pude traduzir o seu “boa noite” em francês.
- Bonne nuit! – Cumprimentei-a em francês.
- Você não é muito bom de mira. Se quiser, posso te ensinar...

Percebendo suas intenções, resolvi aceitar as “aulas”:
- Será um prazer!

* * *
Falei que meu criador tava de sacanagem comigo né? Pois! Ele fez um "congelamento" de uma foto que tirei quando fui à casa do Chris alguns dias antes de viajar... Estávamos conversando e ele me deu um baita susto! o.O'  E como ele me disse que estava precisando de mim, resolvi mostrar isso para alegrá-lo! Já estou chegando! 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Moonlight Falls (Parte II)


Nosso ritmo de gravações estava agitado. Precisávamos terminar tudo em pouco mais de uma semana, para que a série pudesse ir ao ar no dia 31. As primeiras cenas que gravei foi com a namorada do Stanley, a Emmy. Interpretávamos um casal de vampiros apaixonado e... Caliente!
Durante os ensaios o Stanley me perturbava com piadas do tipo “olha essa língua, Andrew!” ou “se eu ver uma mão boba sua, você fica amputado!”. E é claro que tudo não passava de uma brincadeira.


As gravações que seriam feitas no subsolo do castelo eram realizadas durante o dia e, após isso, íamos descansar para que durante a noite pudéssemos filmar as cenas externas e nas demais dependências do castelo.


A série, que parecia mais um daqueles clichês do mordomo assassino, tinham como clímax quando o mordomo se revelava um verdadeiro pau mandado. Ele acusava a personagem da Emmy de ser a assassina e ameaçava ela e o herdeiro (eu) com uma arma com balas de prata*.

* De acordo com as lendas sobre vampiros, estes podem ser mortos com estacas de madeira em seu “coração” ou com balas de prata.


A personagem da Emmy ia de encontro ao mordomo, porém as balas da arma não a matavam – sendo assim, alguém as havia trocado. 


Após uma intensa luta corporal entre o mordomo e sua “patroa”, ele era morto por um tiro misterioso. A tal garota que havia sido dada como morta, estava viva e com as balas de prata em sua arma.

E eis que vem à tona a grande revelação: o meu personagem era amante da tal cantora. Eles armaram o plano para que a personagem da Emmy fosse culpada e fosse morta pelo conselho vampiresco, mas como o mordomo, comparsa dos dois, resolveu cair fora, eles decidiram matar os dois.


E após um tiro certeiro da roqueira, a vampirona morre...


... aos pés dos seu “amor”.


E no final, os dois bandidos safados ficavam juntos!


Terminamos as filmagens após seis dias em Moonlight Falls e voltaríamos a Bridgeport no dia seguinte, então o Stanley sugeriu:
- O que acham de irmos a um barzinho aqui perto para comemorar?

E é ÓBVIO que eu, mais do que todos, aceitei na hora.

Tequila!

* * *
Galera, o ritmo das gravações estava intenso, por isso não postei antes! Sem contar que o meu criador está estudando muito - acho bom MESMO, seu safado! 
Agora, o filho da mãe, mesmo sem tempo, resolveu fazer uma sacanagem comigo! Onde já se viu me "congelar" ao estilo de uma novela do mundo real?  


Pelo menos sou bonito... 

sábado, 13 de outubro de 2012

Moonlight Falls (Parte I)


Chegamos a Moonlight Falls por volta do meio dia, após quase duas horas de viagem em que tive de aturar a Tiara Angelista dando “piti” por causa de uma unha que quebrou na porta do banheiro do avião.



Fomos para o tal “castelo” onde ficaríamos e um garoto – que parecia estar fantasiado de vampiro - desceu as escadas e nos cumprimentou:
- Bom dia a todos! Sejam bem vindos ao Castelo Van Gould. Irei acompanhá-los até vossos quartos. – Ele virou-se para o Stanley. – Sr. Stanley, meu pai o aguarda no escritório dele para acertarem os detalhes das gravações.



Stanley saiu, mas antes não pode deixar de se virar para mim e dizer:
- Juízo! Não vá me aprontar nada e muito menos sair do castelo, está bem?
- Tsc tsc! Como se eu aprontasse, Stanley!

Ele me encarou fortemente e foi até o escritório do tal cara lá.


Fui para meu quarto tentar descansar um pouco da viagem e para estudar os textos da série, mas só que antes que eu pudesse cogitar a fazer qualquer coisa, o Stanley pediu para que me chamassem para darmos início às gravações.



A história do seriado (que se passava na noite de Halloween) girava em torno do assassinato de uma cantora de Rock, interpretada pela chata da Tiara Angelista. Em seguida surgia-se um “Quem matou?” entre os vampiros do clã: o herdeiro do clã (Andrew Baron), sua digníssima esposa (Emmy Starr) e o mordomo misterioso (Apollo Bloom). Haviam outros vampiros na história, que seriam interpretados por figurantes locais. 



E não preciso nem dizer que o figurino não era dos melhores, mas o ar clássico do castelo misturado aos nossos trajes elegantes tornou tudo mais especial para nós.

Nota: Meus caros, a pessoa que me dá vida planeja colocar minhas aventuras e meu dia-a-dia neste blog todas as quartas e sábados, porém com a proximidade de um tal de NENEM, ou ENEM, ele precisa direcionar seu tempo em maior parte aos estudos. Ele pretende deixar algumas atualizações até os dias 03/11 e 04/11, mas caso não consiga, além d'eu matá-lo, dou-lhes notícias. Mas isso é apenas um aviso para posteriores conflitos de horários, mas até então está tudo ok. Preciso ir que o Stanley tá me chamando! Até!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Stanley


Era quase sete horas da manhã quando o telefone começou a tocar insistentemente ao lado da minha cama. Com a ressaca que eu estava – devido à agitada noite anterior – não atenderia o telefone nem a pau e muito menos levantaria da cama antes das dez horas da manhã.
Só que, para meu azar, quem me ligava deixou uma mensagem na secretária eletrônica:
- “Andrew, aqui é o Stanley! Cheguei de Sunlit Tides ontem à noite e te liguei trocentas vezes! Precisamos conversar ainda hoje! Você foi chamado para gravar uma série e precisamos viajar amanhã cedo! Eu vou estar no Restaurante do Steve meio-dia e, se você não aparecer, chamo outro. Até lá!”


O Stanley tem o péssimo hábito de me chamar para substituir outros atores que “dão para trás” em algum projeto. Além dele saber que eu tenho talento, sabe também que eu não sou de recusar trabalho.

Quando sai de casa, por volta das 11:30h, o Sol praticamente fritava meus olhos. – Nunca mais bebo! – Falei para mim mesmo na hora que entrei no carro e coloquei meu óculos escuro no rosto.

Ah! E é óbvio que eu não cumpriria minha “promessa”!

(só eu me achei com cara de Agente Secreto nessa foto?)

Cheguei cedo ao Restaurante do Steve - antes do Stanley - e resolvi esperá-lo na área externa, que estava sem ninguém.
Poucos minutos depois avistei o careca chegando.



- Bom dia, Andrew! Desculpe o atraso. – Antes que eu pudesse fazer qualquer piada sobre o seu atraso, ele continuou a falar. – O Estúdio quer um especial de Halloween. O Matthew Hamming iria fazer o papel do protagonista, mas fiquei sabendo que ele ficou preso na porta de um elevador e está com a perna engessada. Então sugeri você, meu caro. Topa?
- Claro, Stan! Embora a sua consideração seja ótima, não é? Porque não me chamou antes? - Falei em tom de brincadeira.
- Porque eu fui chamado às pressas! O outro diretor deu pra trás após saber que o Matthew tava fora. O especial será gravado em Moonlight Falls. Fica a umas duas horas daqui... Vamos gravar em um castelo que funciona como ponto turístico. 


Stanley parou alguns instantes e ficou me encarando.
- Você vai precisar dar uma mudada no cabelo... Só um aplique ou uma peruca para as gravações. Vou anotar isso e levar ao estúdio. Vou pedir para enviarem o texto agora mesmo para o seu e-mail. E faça o favor de não sair hoje à noite. Amanhã às 07:00h estamos embarcando. Portanto, nada de atrasos, ok?
- Ok, Stanley! Amanhã cedo estarei lá... Agora, se me der licença, tenho uma ressaca para curar e um texto para memorizar. Até amanhã!  - Falei levantando da mesa e dando um leve tapa no ombro dele.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Andrew Baron


Meu nome é Andrew Baron. Nasci e vivi até a adolescência em Barnacle Bay, uma pequena ilha. Quando fiz 18 anos mudei para Twinbrook em busca da tão sonhada graduação em Artes Cênicas. Vivi por lá com uma tia minha e onde conheci o melhor amigo que qualquer pessoa pudera ter: Christopher Luther. Ele também cursava Artes Cênicas e após a nossa tão sonhada formatura, resolvemos nos mudar para um lugar onde pudéssemos ter maiores oportunidades, Bridgeport! A nossa amizade, ou melhor, irmandade, cresce a cada ano que passa. Hoje em dia somos atores pouco conhecidos em Bridgeport – não tanto, mas somos. Eu sou um tanto... Desapegado! Se tem uma coisa que gosto na vida é de sexo, mas sexo sem compromisso. Apesar disso tudo, sou um cara sonhador... Almejo um dia ser um ator conhecido mundialmente.
Sou egocêntrico, ambicioso, galanteador, festeiro e me considero um tanto ninfomaníaco... Sei lá... Não imagino a vida sem sexo...
Meu pai me diz que um dia encontro a “mulher certa”, mas até lá – e espero que esse “lá” demore bastante - vou me divertindo com as "erradas"...