sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Por Trás de Andrew Baron



Em toda a minha vida, nunca imaginei que pudesse ser feliz em uma vida a dois. Achei que amar fosse coisas apenas para filmes românticos e que eu jamais seria picado pelo “mosquito do amor”... Minha vida mudou MUITO e a de meus amigos também...


Stanley e Emy se casaram um pouco depois. Meu amigo estava completamente feliz, principalmente pela gravidez de sua esposa. Ele continua a me agenciar e a me convidar para seus filmes e nossa amizade acabou crescendo muito mais após a saída de Christopher de Bridgeport. 



Alexis e Catarina haviam ido para Sunlit e “desapareceram”. Algum tempo depois descobri que as duas haviam se casado e adotaram um bebê, o qual fui convidado para ser padrinho. Bart é um garoto genial, extremamente carinhoso e tem os mesmos trejeitos que eu. Será que estou criando um “monstro”? 


Lana vivia feliz com seu bruxo. Conversávamos sempre que dava e já deixei claro que pretendo filmar com ela um dia! Simplesmente adoro aquela ruiva maluca! Nos aproximamos mais depois de sabermos que nossos melhores amigos estavam juntos: Andrea e Christopher!


Os dois surpreenderam a todos, exceto a mim, que com meu jeito sagaz e perspicaz, já havia desconfiado... Os dois estão felizes. Isso é o que importa! Nunca mais tive notícias de Sally, mas creio eu que ela está em busca de sua felicidade. 



Alicia tem se tornado uma das diretoras mais requisitadas de Bridgeport, chegando a ser comparada várias vezes com o próprio Stanley. Agora, os dois estão preparando um longa-metragem de ficção científica e eu estarei no elenco. Creio que será um dos melhores filmes dos últimos anos!



Begônia e Derick estão noivos há alguns meses. Begônia sugeriu que fizéssemos um “casamento a quatro”, mas não estou certo ainda desse passo. Vamos deixar que o futuro nos mostre o caminho.

Mentira. Eu estou todo cagado de medo de me casar, mas é a vida né? Não posso ser totalmente perfeito, embora esse 0,00000001% de imperfeição não me deixe menos glorioso.



Jessica acabou por não voltar a Bridgeport. Minha irmã descobriu na maternidade uma profissão nova e cativante. Para sua sorte, seu antigo chefe a convidou para ser colunista do jornal virtual deles e ela aceitou.



Enquanto isso, Alexandre e meus pais montaram um local, no mínimo, curioso. O “Baron” é um restaurante um pouco mais refinado na cidade, mas sem deixar de lado a breguisse excentricidade do mundo pirata.



E eu... E eu me tornei o homem mais feliz de todo o mundo. Flora e eu nos amávamos e isso era o que importava. Nossa família era completa: eu, ela, Floco e Violeta. Uma relação sólida, baseada no respeito, na compreensão e, acima de tudo, no amor. 


Porém, aos poucos, com o convívio, fomos descobrindo que nossa relação havia se desgastado e que, o que parecia amor, era, na realidade, uma expectativa frustrada do passado. Após dois meses felizes, resolvemos nos separar. Não houve briga, escândalo e nem nada mais. Apenas sentamos e decidimos lutar pela nossa felicidade separado um do outro.


Quando meu pai me disse que um dia eu encontraria a mulher certa, achei que ela seria a garota que me faria mudar por completo. Aquela que me tornaria um Andrew “certinho” e caseiro. Porém, após todos os relacionamentos que tive, descobri que a mulher certa não é aquela que nos modifica totalmente, mas sim aquela que nos ama com todos os defeitos e qualidades. Flora foi a mulher certa, porém na hora errada. 



Após tudo isso, voltei a minha antiga vida. É claro que todo esse ano de mudanças me fizeram amadurecer um pouco, mas não pensem que me tornei um santo! Continuava o mesmo Andrew de sempre, apenas um pouco mais responsável... 



- O que o solteiro mais cobiçado de Bridgeport faz aqui sozinho?
- Alicia! Quanto tempo! – Cumprimentei-a com um sorriso. – Então... Acabei de chegar e não encontrei ninguém atraente para me acompanhar. – Sorri.
- Bom... Agora eu cheguei. Quem sabe sua noite não muda? - Ela riu. 


Levantei e me aproximei de seu ouvido:
- Sabia que eu estava doido para filmar contigo novamente? Só não sei se aqueles meus testes de Twinbrook ainda valem para nosso novo filme...
- Hum... Eu acho que a gente poderia refazer os testes. Que tal agora? Essa balada está um tédio! – Ela riu.
- Minha casa ou a sua? 


Por Trás de Andrew Baron não há mais um garoto, mas um homem. Um homem decidido, apaixonado pela vida e que, aos poucos, aprendeu e reaprendeu com a vida. Por Trás de Andrew Baron há um novo alguém, um alguém além do rótulo do ator... Alguém especial que quer ser feliz acima de tudo. 


Bom, queridos... Antes que a Jaque chegue me xingando, isto não é o fim! Na realidade é o fim de uma fase. Como se fosse uma "temporada"! Preciso organizar umas coisas em minha vida e tenho outros projetos que quero tocar. Não sei ao certo se voltarei. Vai depender do rumo que a minha vida tomar nesses próximos meses. Além dos resultados do vestibular, preciso fazer uma cirurgia, além das loucuras de fim de ano. Caso eu volte, prometo avisar a todos (acho que é o mais provável, afinal, não vivo sem o Baron!). Um muito obrigado a todos! 
Agradecimentos à Lana e Christopher pelas fotos! ;)

domingo, 17 de novembro de 2013

Essencial


Depois de proferir os mais absurdos impropérios, Stanley foi embora. Não sei com quem ele comentou a minha decisão, mas em meia-hora, várias pessoas me ligaram: Christopher, Sally, Lana, meus pais, Derick, Alicia e até mesmo Alexis, que havia sumido depois de sua viagem a Sunlit Tides.  Além disso, comecei a rir com algumas notícias que circulavam na internet: “Andrew Baron larga carreira para viver romance homossexual!”, “Câncer afasta Andrew Baron de sua profissão!”, “Andrew Baron tem caso com noiva de Alan Stanley!”...


Desliguei o computador e peguei Floco no colo:
- É, garotão... Acho melhor eu arrumar minhas malas e sumir novamente. Aposto que os patrocinadores estão loucos para me esfolar... Sem falar nas multas... Ok, até alguns processos podem vir... Mas foda-se! Eu estou bem... – Olhei para Floco. – Será que estou bem mesmo?

Eu ainda estava distraído com Floco quando ouvi batidas na porta.


Assim que entrou, Flora foi logo falando:
- Como você desliga todos os telefones? Está louco? Quer matar a sua mãe de preocupação?
- Eu... Eu só desliguei pra ninguém ficar me amolando. Só isso!
- E sua família em polvorosa achando que você tivesse se matado, seu infeliz! – Ela me deu um tapa no braço.
- Mas eu jamais faria isso!
- Andrew, eu estou com uma vontade imensa de meter a mão na sua cara, mas ao mesmo tempo eu estou feliz por você estar bem! O que aconteceu? 


 Após explicar a Flora tudo o que havia acontecido desde nosso último encontro, ela falou:
- Olha, Andrew, está certo que você não queira ser exposto e tal, mas você não pode abandonar a sua carreira! Você tem um destino tão brilhante... Não larga isso por bobagem!
- Mas não é bobagem, Flora... A fama, o sucesso... Isso tudo tirou de mim o que tive de mais importante até hoje... Você. 


Flora levantou e se afastou um pouco. Fui até ela e falei:
- Será que você não percebe que eu vivo procurando uma forma de me adaptar a você? Às vezes parece ser instintivo... Eu fico sem querer me entregar, fico querendo fugir, mas a verdade é que eu te amo.
- Andrew... Não vamos misturar as coisas. Eu vim aqui como sua amiga. 


Puxei Flora de encontro ao meu corpo e falei:
- Diz, olhando nos meus olhos, que você não me quer mais! Diz que tudo o que a gente viveu não foi nada para você!
- Andrew...
- Fala, Flora! Vamos abrir o jogo! Eu já assumi: eu te amo! Do que você tem medo?
- Andrew, você tá querendo largar a sua carreira por causa de mim! Por causa de um problema meu do passado! Você acha que eu me sentiria como vendo você frustrado?
- Então eu não largo! Pouco me importa carreira, fama... Eu aprendi a te colocar, a colocar o nosso amor acima disso tudo!
- Andrew...
- Eu acho que vou te fazer responder...


Puxei o corpo de Flora e ela se assustou.
- E então? Será que eu preciso continuar pra te responder?
- Para com isso, seu louco! – Ela riu.
- Se eu te soltar, você cai... Então acho melhor você falar que também sente o mesmo antes que eu te beije...

Ela ficou calada alguns segundos e então falou:
- Então beija logo, seu bobo! Eu te amo! 


E eu a beijei. Um beijo doce e apaixonado. Um beijo de reencontro, um beijo de novas expectativas... Um beijo de amor. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Começo, recomeço ou fim?


Cheguei a Barnacle Bay ao amanhecer do dia seguinte. Peguei minhas roupas e Floco e fomos para a casa de meus pais.
Chegando lá, não tive outra vontade a não ser correr para o quarto do bebê e olhá-lo!
- É... Não tem muita cara de joelho!
- Andrew! – Jessica me repreendeu.
- Ué! Falei a verdade! E ele parece mais com a nossa família! Graças a Deus! Se puxasse ao Alexandre, eu nem chamaria de sobrinho! – Ri.
- Vai nessa, cunhadão! E então, como foi a vida no mar?
- Monótona, Alex! Um saco! 


Virei para Jessica.
- Mana, eu vou voltar para Bridgeport ainda hoje!
- O que? Você nem vai curtir seu sobrinho?
- Jessica, o garoto nem vai lembrar que eu estive aqui quando ele nasceu! Não se preocupe, eu vou ser um tio presente! Só que eu preciso retomar minha vida e ser feliz! É tudo o que preciso!
- Tudo bem... Você está certo. Ah, And! Eu e o Alex estivemos pensando em ir para Bridgeport, mas, antes que você fale algo, não vamos ficar na sua casa! Já andamos olhando algumas casinhas... Queremos ser independentes. Eu tenho um bom emprego lá e ele vai largar o trabalho no barco. Só precisamos achar alguma coisa bacana para ele fazer.
- Hum... Alexandre, você sabe mexer com bebidas?
- Sim! Fiz um curso de mixologia há uns três anos. Por quê?
- Nada... Quando vocês forem para Bridgeport eu conto! Agora vou tomar um banho e acordar o papai e a mamãe!


Eu ia saindo, mas Jessica me parou.
- And, eu te escolhi como padrinho do Tony!
- Ah! O nome dele é Tony? Por quê?
- O Alexandre queria fazer uma homenagem ao papi, mas Antônio é MUITO cafona, que ele não nos ouça, então resolvi colocar Tony! E então, aceita ser o padrinho?
- É claro, meu amor! Só não me peça para trocar fraldas! – Ri. – E quem vai ser madrinha?
- Eu pensei em chamar a Luma, mas ela anda muito ocupada, então eu chamei uma amiga...
- Que amiga? – Perguntei curioso.
- A Flora! Algum problema? – Ela perguntou receosa.
- Não... Nenhum. Tudo bem...

É claro que não estava nada bem. Eu sabia que, no fundo, Jessica tinha a intenção de me ver junto com Flora novamente, mas eu não estava pronto. 


Ao final da tarde, cheguei à Bridgeport! Minha primeira meta seria: BALADA! Meu coração ficou extremamente apertado ao ver Floco com um olharzinho triste ao me ver sair.
- Papai volta logo, meu amor! Dorme bem! 


Para começar bem a nova vida: O Moedor!
- Grande Andrew! Andou sumido, camarada!
- Pois é, Champ! E aí, quais as novidades?
- Nenhuma! Você sumiu, o Luther sumiu... Tudo na boa...

Pior que era mesmo! Enquanto estive fora, muitas coisas aconteceram! Christopher foi embora de Bridgeport com Sally e sua namorada misteriosa e Lana, pasmem, estava noiva! 


Saí do O Moedor e resolvi dar uma volta pela cidade. Se havia um fato sobre minha nova vida era que eu estava sozinho. Sem Jessica, sem o Chris, sem a Sally... Ok. Havia a Lana, mas éramos próximos apenas pelas redes sociais. Ainda havia o Stanley, a Alícia, a Begônia, o Derick... Se bem que a Begônia iria se mudar para Barnacle, provavelmente. Além disso, tinha Alexis e Catarina, que haviam ido a Sunlit Tides e nunca mais me deram notícias. 


Conclusão: só me restava o Floco e aquela vidinha vazia de sempre. Porém, algo dentro de mim dizia que minha vida estava prestes a mudar para sempre. 


Um mês depois...

Naquela manhã, Stanley apareceu em minha casa bem cedo e, antes de desejar bom dia a ele, fui metralhado com perguntas:
- Anda logo! O que você tem? O que aconteceu? Você anda muito quieto! É algum problema? Foi a um psicólogo?
- Bom dia, Stan! Eu não tenho nada, não aconteceu nada, não tenho problema algum e não fui ao psicólogo!


- Você deveria ter ido! – Ele berrou. – Andrew, não vejo mais escândalo envolvendo seu nome, não vejo garotas em fotos com você, aliás, nem fotos suas saem mais na imprensa! Você não sai de casa e isso é anormal para você...
- Stanley, eu voltei diferente da viagem... Estou mais sossegado, mais calmo... É só isso! 


- O que acha de comermos panquecas? Fiz umas deliciosas! Aproveito e converso uma coisa contigo...
- O que? Ai, meu Deus! Andrew, você é gay? Você tá doente? É isso?
- Vamos comer as panquecas e eu te conto! Não sei se você vai gostar, mas espero que me compreenda...


Sentamos à mesa e Stanley falou:
- E então... Qual a “bomba” que você tem pra mim?
- Stanley, eu vou ser direto como sempre fui, mas eu nunca estive tão certo de uma decisão... Ou eu acho que estou. Não sei se é definitivo, mas... Vamos ver pra onde o vento me leva.
- Você está me assustando...
- Stanley, eu quero que você agende uma entrevista coletiva.
- Pra que? – Ele perguntou mais assustado ainda.
- Eu vou largar a minha carreira! 
- O QUE? - Ele berrou.

Não entendi bem o que Stanley quis dizer depois daquelas palavras, mas a tosse forte e a vermelhidão de sua cabeça me fizeram perceber que ele não havia gostado nada daquilo...  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

2.4.


A tranquilidade que o oceano estava me proporcionando era tão grande, que sequer notei que já havia se passado quase um mês desde minha partida de Barnacle Bay. Só me toquei do período ao receber inúmeras mensagens de “Feliz Aniversário!”. Sim. 30 de setembro de 2013: meu aniversário. Como eu não havia percebido? Minha caixa de e-mail estava lotada, assim como meus perfis na internet... Dentre os e-mails, havia um de Stanley, desesperado para saber se eu estava vivo e que me queria em seu próximo filme. 


Ignorei e peguei Floco.
- Ah, garotão! Que vontade de te dar uma mordida! Será que é hora de voltarmos para casa? Acho que já estou pronto para me reerguer... Mas ainda estou com tanto medo, Floquinho... Acho que você vai adorar nossa casa. Só não vá me roer os móveis. Eu te mato! Brincadeira, eu te mordo! 


Já havia tomado um banho e meu telefone tocou. Era meu pai:
- Andrew, seja lá onde você estiver, volte pra casa I-ME-DI-A-TA-MEN-TE!
- Pai, aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupado.
- Sim! A sua irmã está na sala de parto nesse momento! – Ele estava emocionado.
- Parto? Como assim? Mas já tem nove meses?
- Não, Andrew! O garoto tinha que ser filho da Jessica mesmo! É prematuro, mas está tudo bem. Vem logo conhecer teu sobrinho! Corre, Andrew!


Desliguei o telefone e liguei o barco. Não me encontrava muito longe de Barnacle Bay. Com certeza chegaria lá ao amanhecer, mas a felicidade era tanta que eu nem me incomodaria de passar a noite em claro. A felicidade era não só pelo meu sobrinho, mas por ter um bebê perto de mim. Um bebê que eu poderia amar como se fosse meu. Um sobrinho, um quase-filho, alguém que me faria esquecer toda a dor dos últimos tempos. Eu estava voltando pra casa!  

*-*-*-*-*
Apenas um comentário: I'm back! 

domingo, 8 de setembro de 2013

Uma Nova Chance


Eu sabia muito bem do que eu estava precisando: um exílio! Eu precisava de um tempo sozinho. Um tempo em que eu pudesse pensar sobre minhas atitudes, minha vida e até mesmo minhas escolhas! Eu não abandonaria minha carreira, não deixaria de ser Andrew Baron, o ator. Porém, todo o meu sucesso foi repentino. Em um dia eu saía da Escola de Belas Artes da Universidade de Twinbrook, no outro eu havia me tornado um dos atores mais bem pagos de Bridgeport. Eu precisava respirar e eu sabia muito bem quem poderia me ajudar...


- Meu filho, você não avisou que viria! Que surpresa boa, meu príncipe! – Mamãe falou assim que eu entrei em casa.
- Oi, mãe! Cadê o papai?
- Ele está lá dentro... Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu e não aconteceu... Eu converso com os dois.


Contei aos meus pais sobre o ocorrido com Flora. Minha mãe disse:
- Ela não podia ter feito uma coisa dessas! Ela foi uma irresponsável!
- Cassandra, tenha calma! Meu filho, você está bem?
- Sim. O que não tem remédio, remediado está! Mas eu não vim aqui diretamente por isso... Pai, cadê o seu barco?
- O barco que eu comprei quando me aposentei?
- Exatamente! Cadê ele? 


- Ué! Está no cais! Por que esse súbito interesse? Quando você fez 18 anos eu te dei aquele barco de presente e você não aceitou...
- Você me empresta ele?
- Que história é essa, Andrew? – Mamãe perguntou.
- Eu preciso de um tempo só! Eu estou confuso, agitado, nervoso, triste... Eu preciso respirar, mãe! Eu não posso viver assim tão aflito. Eu preciso parar!
- E por que você precisa do barco, filho? – Meu pai perguntou.


- Eu vou viajar nele! Alguns dias, semanas ou até meses... – Falei.
- Andrew Joaquim Marshal Baron! – Quando mamãe usava o “Joaquim” (J com som de R) para se referir a mim, ela estava com raiva. – Você não vai viajar sozinho de barco por aí! Você nem sabe pilotar um barco, garoto!
- Em primeiro lugar, você sabe que eu odeio o Joaquim, portanto, não use-o! Em segundo lugar eu aprendi sim a pilotar um barco e tenho até habilitação para isso!
- Quando você aprendeu? – Ela perguntou.

Papai pigarreou.
- Eu ensinei quando ele ainda morava aqui. Depois ele tirou a carteira... 


- Você ensinou o Andrew a pilotar um barco, Antônio? Com quantos anos? – Mamãe estava ficando visivelmente nervosa.
- Ah... Com uns 17, talvez 15... Com 13 anos!
- IRRESPONSÁVEL! – Mamãe berrou. – Andrew, você não viaja! Antônio, você dorme na sala!

Mamãe deu as costas e eu falei:
- Se a senhora não apoiar, eu vou e ainda levo o papai!


Ela virou furiosa e disse:
- Você herdou a minha afronta, Andrew! Um dia eu saí de casa com esse velho barrigudo para viver uma aventura romântica e nunca mais voltei pra casa! Meus pais nunca me perdoaram!
- Eu já sei dessa história e blá blá blá! Eu não vou viver uma aventura amorosa e muito menos vou embora para sempre! Se você não aceitar, aí eu sumo! Eu e o papai! Não é pai?
- Não me coloca na confusão!
- E então, mãe? Vai deixar ou não?
- Deixo com uma condição! 


- Que condição? – Perguntei assustado.
- Quando você pretende viajar?
- É apenas o tempo de eu comprar comida para o barco!  
- Ótimo! Então pode ir, mas me aguarde no cais com a minha condição!
- Mamãe...
- Você vai amar, meu filho!


Comprei a comida e papai me levou até o cais. Entramos no barco e papai me deu algumas instruções e um mapa – que eu utilizaria em último caso, afinal existe o GPS!
Ouvimos a voz de mamãe do lado de fora do barco.


Chegamos até lá e mamãe falou:
- Filho, lembra qual seu maior sonho da infância?
- Revista Pornô?
- Andrew! – Mamãe repreendeu.
- Tá bom! Não lembro...
- Você queria uma coisa... 


Mamãe se abaixou do lado da parede e trouxe consigo um filhote de Dálmata:
- É seu, filho! A cadela de uma amiga teve filhotes e eu iria levar pra você em Bridgeport...
- OI? – Perguntei sem acreditar. – Não, mãe! Eu não vou levar um cachorro comigo! Ainda mais um filhote! E se ele cai no mar?
- Exatamente por isso ele vai com você para ser bem cuidado e para que você zele pelo bem estar dele.
- Mãe, eu não vou levar esse cachorro!
- Você vai e ponto final! Ele é seu! 


Não havia como discutir com minha mãe! Até que seria bom ter a companhia do sorvete de flocos comigo. Abracei meus pais, coloquei as coisas do cachorrinho dentro da casa e liguei o barco. Eu não tinha um destino certo. Deixaria a correnteza e a imaginação me levarem. Norte, sul, leste ou oeste pouco me importavam. Não era o barco que precisava de um rumo... 


Era eu!  

*-*-*-*-*
Bem, queridos, quero agradecê-los por todo carinho nesse quase um ano de blog! Porém, ultimamente tenho me dedicado mais aos estudos e, além disso, tenho outros dois projetos de histórias que eu pretendo lançar (separadamente). Não pensem que este é o fim da trajetória do Andrew, apenas o fim de um capítulo... Preciso de algumas semanas ou meses (no máximo 3 meses) para me organizar e me preparar para os vestibulares e voltar no ritmo, mas prometo aparecer algumas vezes com algumas aventuras dele... Dia 30/09 é o aniversário desse bobão e pretendo postar algo! Antes que a Jaque diga que estou mais uma vez com bloqueio criativo: não! Não é! kkkkkkkkkk' Tenho 9 capítulos prontos aqui, tenho tempo, mas estou disposto a me dedicar a um dos meus dois antigos projetos! 
Obrigado a todos pelo carinho! Até breve! =)

Um grande beijo do Aníbal e do Andrew Joaquim!
#corre
Andrew aqui: Amarelo ousado e cretino! Você me paga!