quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Verdades Amargas – Parte II (Final)


Cheguei ao hospital acompanhado de Begônia. Seus pais estavam em casa repousando. Ela entrou no quarto de Flora para avisá-la e depois veio me chamar.
- Entra! E, por favor, não se esquece do que me prometeu!


Entrei no quarto e avistei Flora sentada em um sofá. Caminhei até ela e sentei do seu lado.


- Você está melhor?
- Sim... Já tem quase um mês o acidente. O pior já passou... Digo, o pior dos piores...

Ficamos em silêncio por alguns instantes. Até que falei:
- Por que você escondeu isso de mim, Flora? Por quê? 


Ela abaixou a cabeça e disse:
- Por medo. Quando eu descobri tudo, ia te contar. Só que antes eu soube da conversa entre você, a minha mãe e a Begônia. Vocês traíram a minha confiança. Você sabia de todo o meu problema com álcool no passado, da depressão... Tudo isso.
- Isso não justifica.
- Justifica, Andrew! Eu fiz tudo isso por você! Imagina as manchetes: “Andrew Baron tem filho com ex-dependente de álcool”. Os sensacionalistas iam massacrar você! Era a sua carreira... – Pude ver algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
- Eu não ia me importar.


- Andrew, você ia se importar sim! Você só ama a sua carreira! Você ama essa sua vida! Qualquer coisa que te privasse de vivê-la seria um fardo!
- Flora, eu não sou esse monstro que você pensa! Eu tenho sentimentos... Eu continuaria a amar você e essa criança. Você sabe que eu só planejaria ter um filho após um longo relacionamento, mas o que eu sentia por você era algo tão forte, mas tão forte, que eu seria capaz de abrir mão de tudo para viver esse amor!
- Será?
- Eu tenho certeza que sim. – Olhei para ela. – Você me fez sofrer duplamente. Primeiro quando terminou comigo e agora com a perda do nosso filho. Nós teríamos sido felizes...


- Foi tudo culpa minha, Andrew. Não precisa mentir. Eu sei que a Begônia deve ter te enchido para você não berrar comigo. Pode berrar! Eu mereço!
- Não... A dor da perda do nosso filho já é uma mágoa muito grande. Você não foi uma inconsequente. Essa criança poderia ter morrido até mesmo se nós estivéssemos juntos. Foi o acaso. A única coisa pela qual te culpo é por ter me privado de acompanhar esse momento e por ter me privado de te amar...
- Será que você vai me perdoar um dia?
- Olha, Flora... Eu sou humano. Se eu dissesse que te perdoo estaria mentindo. Eu vou estar no mesmo lugar de sempre para o que você precisar... 


Levantei e falei:
- Fica bem. Até breve.

Caminhei um pouco e Flora disse.
- Andrew!
- Oi!
- Pega aquele pen drive em cima da cômoda. Pode levar... Eu tinha essa cópia... São as ultrassonografias... São suas.
- Obrigado. 


Peguei o pen drive e indaguei:
- Flora, onde... Onde ele vai ser enterrado?
- Meu pai organizou tudo aqui em Bridgeport mesmo... Pede o local à Begônia.
- Obrigado. Fica bem!


Cheguei em casa e conectei o pen drive à televisão. À medida que as imagens iam passando, lágrimas e mais lágrimas escorriam pelo meu rosto. Um vazio tão forte tomou conta de mim como eu nunca havia sentido. Eu precisava de um ombro amigo...

domingo, 25 de agosto de 2013

Verdades Amargas – Parte I


Eu poderia muito bem fingir que não havia me importado com aquela situação. Eu poderia deixar de lado todas as lágrimas, todo o sofrimento, mas saber que Flora estava na UTI era algo extremamente preocupante. Não desaluguei a casa em Sunlit, pretendia voltar para lá, mas eu precisava vê-la.


Begônia pediu que eu não fosse diretamente ao hospital, mas que nos encontrássemos em minha casa. Acatei e, no horário marcado, ela estava lá!
- Explica o que aconteceu! Estou preocupado!
- Calma. Eu vou te explicar...


Sentamos no sofá e Begônia falou:
- Quando a Flora parou de dar notícias, eu e meus pais ficamos extremamente preocupados. Ela não estava mais utilizando o Skype para fazermos chamadas de vídeo, apenas mandava mensagens. Quando cheguei a Shang Simla, resolvi procurar por ela no restaurante em que trabalhava. Quando cheguei lá, me disseram que a Flora estava... De férias. Procurei a casa onde ela morava e soube que ela havia sumido há algumas semanas. Resolvi procurar em locais como hospitais, delegacias, IML, clínicas de reabilitação. Tive medo de que aquele problema pudesse voltar... 


- Begônia, você está fazendo uma grande volta! Seja direta, por favor!
- Desculpa. Continuando... Eu encontrei a Flora em um hospital de Shang Simla. Ela havia sido atropelada por uma bicicleta próximo a uma encosta e o baque a fez cair pela ribanceira.
- Ela está bem?
- Sim... Ela ficou na UTI por alguns dias apenas por precaução. Agora já está no quarto e, desde que cheguei aqui, tentei te ligar.  
- Ok. Eu só não entendi porque você me chamou! Poderia ter me contado isso por telefone.


- Andrew, é que... Ai, droga! Como explicar?
- Eu não sei, Begônia. Seja direta. Sem meias palavras.
- Ok. Quando a Flora foi atropelada, aconteceu uma coisa...
- Ela ficou paraplégica? É isso, Begônia?
- Não!
- PORRA! Seja direta! Estou ficando nervoso!


- A Flora estava grávida, Andrew! É isso! Grávida! Uma gestação de oito meses! Descobri isso quando falei com o médico e ela me confirmou.
- Grávida? – Perguntei perplexo.
- Sim! Grávida! Por isso eu te chamei! A Flora estava esperando um filho teu!
- Não... Não pode ser, Begônia! A gente tomava todo cuidado necessário...
- Não sei como aconteceu, só Deus e vocês é que sabem... Ela estava esperando um menino. Seu filho, Andrew!


Levantei assustado. Eu nunca havia imaginado ter um filho, aliás, já havia imaginado, mas não naquela situação.
- Você disse... Que ela estava esperando?
- Sim, Andrew... A Flora perdeu o bebê...


Eu não conseguia acreditar... Um filho. Um filho.
Era algo tão absurdo e, ao mesmo tempo, tão assustador. Como? Por que ela escondeu de mim? Por que ela terminou comigo?
Senti uma vontade imensa de chorar. E foi o que eu fiz. Aquilo tudo desativou dentro de mim o Andrew Forte, aquele que não se abala... 


- Por que ela fez isso? – Eu perguntei.
- Eu não sei ao certo... Só ela pode te explicar, Andrew! Só ela...
- Ela não podia ter feito isso comigo, Begônia! ELA NÃO PODIA! – Eu berrei.  – É culpa dela! É culpa da Flora!
- Não fala isso, Andrew! Eu só vou deixar você falar com a minha irmã se você prometer que não vai culpá-la. Você sabe muito bem que a Flora entrou em depressão uma vez. Não quero que isso aconteça novamente. Lembre-se do que eu disse: se você fizer algo que machuque a minha irmã, quem vai se intrometer sou eu!


Respirei fundo. Ainda não sabia os motivos de Flora, por mais absurdos que fossem.
- Desculpa. – Falei. – Eu prometo que não vou acusá-la de nada.
- Ótimo! Quando você quiser ir vê-la, me avisa. Ela está em um quarto e vai ter alta em breve.
- Eu quero ir agora. Por favor, Begônia!
- Certeza?
- Sim... Por favor! Eu prometo que não vou dizer nada que a machuque. Eu prometo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Melissa Gandolfi


Quando aceitei o convite de Melissa, estava preparado para que aquela noite não acabasse em pizza... O jeito meigo da garota me deixou extremamente encantado, além da beleza de sua pele, que exalava sensualidade. Cheguei à Galeria de Arte e enquanto a esperava, chequei meu facebook e meu e-mail.


Enquanto estava ali sem fazer nada, lembrei de minha amiga Alexis. Fazia muiiiiiiiiito tempo que eu não a via (desde o Natal). A última vez que nos falamos, ela disse que havia vindo para Sunlit Tides. Eu liguei algumas vezes, mas seu telefone parecia ter problemas. Eu devia procurá-la assim que voltasse para Bridgeport.


- Andrew! – Melissa falou, me tirando da distração.
- Olá! – Cumprimentei-a com um beijo no rosto.
- Demorei?
- Um pouco... Nada perturbador! Vamos?
- Vamos!


Observamos algumas obras de arte. Melissa fazia questão de falar um pouco sobre cada obra, algo que se tornou meio “chato” e “repetitivo”. Eu admirava sim obras de arte, mas as aulas de história nunca foram minhas favoritas. Quando finalmente acabou aquele momento de tortura, sugeri:
- Ei, o que acha de irmos a alguma praça? Ótimo programa de fim de noite. – Resolvi ser gentil para não dizer “Olha, foi tudo chato! Encontro broxante! Tchau!”.


Chegamos a um local extremamente agradável. Propus tomarmos um sorvete, mas Melissa recusou. Foi então que ela disse:
- Andrew, você não está nada empolgado né?
- Eu? Claro que estou! – Menti.
- Desculpa. Eu sou mesmo uma catástrofe em romances... Acho que falei demais! Não devia ter te dado uma aula de história da arte... Sou tão tua fã que acabei querendo não ser apenas mais uma na sua lista de “ficantes”.
- Não pense assim! Não trato as garotas com as quais eu saio como “apenas ficantes”. São pessoas, acima de tudo. Eu não iria para cama ou beijaria uma garota qualquer, se fosse assim, eu teria sexo todos os dias. Olha, fica tranquila! Acho que... Não rolou química. Você é uma garota meiga, inteligente e que merece um cara mais... Propício ao namoro! 


Melissa riu pela primeira vez na noite e falou:
- Tudo bem! Desculpa se estraguei teu programa... Você deve ter alguma ficante na cidade e eu provavelmente estraguei uma noite animada.
- Não... Tudo bem! Está sendo uma noite agradável! – Menti novamente. Se fosse o primeiro de abril...
- Eu posso... Eu posso te pedir só uma coisa?
- Claro!
- Um beijo. Só um beijo!
- Claro...


Cheguei mais perto de Melissa e a beijei. Ela parecia tão tímida, tão retraída, que o beijou me deixou mais brochado ainda.
Afastei-me e ela sorriu:
- Obrigada! Vou ter a recordação do beijo com meu ídolo! 


Enquanto eu e Melissa nos afastávamos, apenas ouvi a voz de Helga do nosso lado:
- SEU CACHORRO!


Melissa e eu nos levantamos e Helga veio em minha direção, enfiando a mão com tudo na minha cara:
- FILHO DA MÃE! ENTÃO EU NÃO SOU A ÚNICA FICANTE NÉ?

Foi então que Melissa falou:
- Helga, então ele é o cara com quem você estava saindo? 


Helga se aproximou de Melissa e disse:
- Desculpa não ter te contado! Mas não quis expor esse filho da mãe!
- Vocês se conhecem?
- Claro, Andrew! Somos amigas de infância! – Melissa falou.
- Eu não tinha como saber! E Helga, ficar é uma coisa, namorar é outra! Eu não te prometi fidelidade em momento algum!
- Foda-se! Você estava comigo! Mas graças a Deus consegui tirar minha amiga das tuas garras! Vamos Mel!
- Vamos, amiga! Seu babaca! Acaba de perder uma fã! 


Fiquei ali parado. Sem reação. Eu por acaso tinha culpa?
- Garotas malucas! – Gritei para que elas ouvissem enquanto iam embora.

Fiquei olhando para elas. Como eu poderia saber? Se elas fossem menos esquentadas, quem sabe a noite não terminaria até de uma forma mais... Digamos... “Animada!”


Foi então que meu telefone tocou. Pelo visor, percebi que era Begônia. Atendi e ela falou:
- Andrew, graças a Deus! Tentei te ligar a noite toda! Só dava que seu celular estava fora de área! Onde você está?
- Estou em Sunlit Tides. Aconteceu algo?
- A Flora, Andrew! Ela sofreu um acidente horrível na China e estava em coma. Eu consegui trazê-la para Bridgeport. Só que eu preciso de você aqui! URGENTEMENTE!
- Não estou entendendo... Por que eu deveria estar aí?
- Não me pergunte. Apenas venha! Assim que chegar, me liga! Eu preciso conversar uma coisa muito séria com você! Eu preciso da sua ajuda!

domingo, 18 de agosto de 2013

Um Encontro Inusitado


- Sally? – Gritei.

Sally virou e fomos um ao encontro do outro.
- And, o que você está fazendo aqui? – Ela falou ao me abraçar.
- Acho que o mesmo que você, maninha: férias! – Ri.


- Achei que você e o galego tivessem sidos abduzidos ou algo do tipo... Não dão mais notícias!
- Ah, And... Tantas coisas acontecendo... Trabalho, trabalho e mais trabalho! Ele viajou para IslaParadiso com a Andrea Montez. Conhece?
- É claro que conheço! Mas... O que eles foram fazer lá? – Ri.
- Ele está com o roteiro de um filme e convidou a Andrea. Aí foram até lá conhecer a ilha e tal...
- COMO ASSIM? A vadia loira está com o roteiro de um filme e não me convida? Chateado!
- Ai, Andrew! Larga de ser infantil... Vai ver ele prefere o trabalho da Andrea! E, pensando bem... Você não convenceria como mulher! – Sally riu.


- Prometo que, quando falar com ele, vou soltar alguns palavrões... Ele merece! – Falei indignado. Como ele ousava escrever o roteiro de um filme e não me convidar? EU! O melhor amigo dele!
- Não faz assim! Você sabe que o Chris te adora! Vai ver ele não quer misturar amizade e trabalho. Você sabe como ele é!
- Tudo bem, mas não vou perder a chance de zoar com ele! – Resolvi mudar de assunto. – E a Analiy?
- Ah, And... Eles não têm se falado... Estou feliz porque ele está voltando a visitar mais os amigos... Não tem ido tanto para o Joy Club...
- Ele tem visitado os amigos? Bom saber, Sally! Mais um motivo para zoar aquele oxigenado filho de uma mãe!
- Você é ciumento ao extremo, Andrew Baron! – Ela riu. – Mas dê notícias também... Você estava viajando na época que ele começou a sair mais... Releve! 


- Mas e você, maninha? Como vai esse coração?
- Ah... Batendo, And... – Sally fez uma carinha meio pensativa.
- Apaixonada é?
- Mais ou menos... Longa história! Um carinha que conheci aqui em Sunlit quando vim passar as férias...
- E voltou para revê-lo? UAL!
- Não, bobão! Eu vim com um “AMIGO”. – Ela fez questão de frisar a palavra “amigo”.
- Hum... E o outro?
- Será que podemos pular essa parte? – Ela riu. – E você? Como vai esse coração?


- Amando todas! – Ri.
- E a Flora? Tem notícias?
- A irmã dela apareceu lá em casa pouco antes d’eu vir para cá... Sabia que ela está namorando aquele amigo meu, o Derick? Fui o cupido!
- Não fala em cupido! Só me lembro daquele fedor de banana que você deixou em meu corpo quando quis unir a Gisely e o Chris! Mas não mude de assunto... E aí? Ainda gosta dela?
- Ah, Sally... Eu conheci algumas garotas pela internet... Confesso que até comecei a gostar de uma, mas a Flora foi marcante! Porém, ela me decepcionou muito...
- E Sunlit? Alguma novidade? – Ela riu.
- Ah claro! Uma garota mais nova! Mas... Acho que devíamos parar de falar de romances e fazer algo. O que acha?
- É uma boa... Vim para cá aproveitar um pouco. O Dylan me deixou aqui e foi verificar uma notícia... Ele é jornalista! O que acha de darmos uma volta na praia?
- Ótima ideia!

(Duas crianças! Só paramos de brincar quando joguei areia em seu cabelo!)

Sally e eu fomos até uma praia e nos divertimos bastante! Brincamos na areia – embora ela tenha me mandado parar de jogar a areia pra cima – e tiramos algumas fotos para nossos perfis na internet!


Já estava anoitecendo e falei com Sally que tinha um compromisso, mas antes que eu reagisse, ela puxou minha cabeça e me deu um beijo! Apesar de Sally sempre ter dito que um dia me conquistaria, creio eu que por brincadeira, sempre deixei claro que nunca rolaria nada. É claro que trocamos beijos algumas vezes – todos roubados -, mas nunca levamos a sério. Pelo menos de minha parte não!  


Sally se afastou de mim e eu pus minha mãos em seus ombros. Ela falou:
- Desculpa! Mas eu tinha de me vingar pelo aromatizante de banana! Viu? Mais uma vez consegui! – Ela sorriu.
- Acho que não...


Puxei Sally de encontro ao meu corpo e a beijei. Não diria que, ali, naquele momento, eu havia “me apaixonado” por ela. Não! Sally era uma mulher apaixonante, mas que merecia um cara que a amasse por completo! 


Sally se afastou de mim sem reação:
- And, você nunca retribuiu um beijo meu!
- Nunca retribui porque sempre te respeitei e pelo carinho que tenho pelo teu irmão!
- E isso tudo acabou? – Ela ainda estava surpresa.
- Não acabou, Sally! Sabe por que fiz isso?
- Não...
- Pra te mostrar o quanto você é uma mulher incrível! Sally, eu sempre recusei seus beijos por que não te achava madura suficiente. Tive medo que você criasse alguma falsa esperança. Só que agora você me provou o quanto está madura. Eu te admiro!
- Então foi um “prêmio de consolação”?
- Não! Nunca! Eu sempre tive vontade de retribuir os teus beijos... Sally, você é uma garota incrível! Só que eu sou o malandro sem vergonha! Você não precisa chorar ou sofrer por um babaca qualquer! Você tem o poder de conseguir o que quer e o homem que quer. Você é uma mulher incrível!
- UAL! Eu nunca imaginei que fosse ouvir isso de você um dia, And! Olha, eu já fui sim apaixonada por você, mas passou. Esse beijo foi mais por uma “vingança”... Achei que você fosse recusar. 


Sally me abraçou e eu falei:
- Sally, confia em você! Eu te adoro, maninha! Esse vai ser o nosso segredo de férias. Ok?  Não quero que o Chris me zoe ou se chateie por causa disso.
- Eu vou guardar como uma das minhas conquistas! A maior delas! – Ela riu. – Eu venci você, And!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Um Dia Relaxante


No dia seguinte resolvi conhecer a famosa Estação de Relaxamento de Sunlit Tides. Convidei Helga para ir comigo, mas ela tinha prometido passear com as amigas naquele dia.


Quando cheguei ao local marcado pelo GPS, vi que a estrada terminava ali. Pronto! Será que até mesmo a melhor coisa já inventada para turistas estava dando defeito?


Estacionei o carro e vi um rapaz subindo um morro. Perguntei:
- Moço, o senhor pode me informar onde fica a Estação de Relaxamento? O GPS informou que era aqui...
- Ah, moço! É lá em cima! Vamos! Eu te mostro o caminho!

(Vejam o que eu tive de caminhar! Comassim? Cadê o elevador? D;)


Após quase morrer de insuficiência respiratória, cheguei ao local. Valeu a pena cada metro caminhado! O lugar era extremamente lindo!


Aproveitei a sauna, tomei um banho de lama e, para finalizar, recebi uma deliciosa massagem! 


Enquanto relaxava um pouco, uma bela morena aproximou-se de mim:
- Não acredito que você é o Andrew Baron! Quando me falaram, tive de ver para crer!

Sorri e falei:
- Sim. Sou o Andrew Baron!


Levantei e a garota falou:
- Prazer. Melissa Gandolfi! Sou sua fã! Nasci em Twinbrook. Acompanho os seus trabalhos e os do seu amigo Christopher! Nossa! Não acredito, Andrew!
- Obrigado pelo carinho, Melissa! Veio visitar Sunlit?
- Sim! Vim curtir a ilha... Você também? Ou é algum novo filme?
- Férias! – Sorri.
- Se um dia eu for uma escritora de sucesso, vou fazer questão que você protagonize algum filme meu... – Ela riu.
- Você é escritora?
- Na realidade não! Curso Arquitetura por imposição do meu pai... Escrever é um hobbie!  


- Sei como é isso, Melissa! Se dependesse do meu pai, eu estaria trabalhando no mercado dele em Barnacle Bay! – Ri. – Você gosta de arquitetura?
- Gosto... Não muito, mas gosto!
- Não faça algo que você não quer... É horrível!
- É... 


Melissa e eu conversamos por muito tempo. Uma garota genial! Inteligente, bonita e muito, mas muito atraente. Resolvi não “forçar” nada... Ela tinha uma pureza no olhar que me fez olhá-la acima de qualquer atração sexual.


Já passava do meio-dia quando resolvi me despedir e ir para casa.
- Ei, Andrew, o que você acha de visitarmos a Galeria de Arte hoje à noite? É um lugar extremamente lindo! Topa?
- Ah! É uma boa... Vamos sim! Às 20h?
- Ótimo! Foi um prazer te conhecer!
- O prazer foi todo meu!


Quando estava descendo a escada para voltar à trilha infernal, avistei uma pessoa. Era ela! Eu tinha certeza que era ela!