quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Weakness


Alguns meses depois...

Com o fim das gravações, todos tivemos rumos diferentes, exceto eu. Apesar de ter participado das gravações, tive de continuar com o pessoal da edição em Hidden Springs. 
A vida em Hidden Springs era pacata. Floco havia adorado a vida na nova cidade e eu também. Por um lado, eu estava curtindo um pouco de sossego em minha vida, mas, após 4 meses ali, resolvi que era hora de voltar para casa. Assim que os trabalhos com o filme acabaram, aproveitei meu aniversário e fiquei algumas semanas em Barnacle Bay – já que era aniversário do Tony também. 


Quando voltei para Bridgeport, foi surpreendido pela visita de Christopher.  É claro que meu amigo não perderia a chance de comentar pessoalmente sobre meu fim de namoro com Flora – nós não nos víamos há quase UM ANO –, além de me ironizar por estar numa fase sossegada.
– Baron, vai dizer que você não ficou mexido em ver a Flora no aniversário do Tony?
– Claro que não, Chris! A Flora é como... Uma amiga!
– Aham, Baron! Vai me dizer que você não pensa em mais nada com ela? 


– Chris, eu gosto muito da Flora. Nós já tentamos duas vezes e não rolou. Pronto. É isso!
– Eu finjo que acredito. – Ele riu.
– Não seja tão Andrew, por favor! Só eu tenho o direito de insinuar coisas!

Christopher riu. Continuamos nossa conversa por um bom tempo até que meu amigo foi deitar.


A insônia com a qual eu estava lidando nos últimos meses apareceu naquela noite. Mesmo amando Flora, eu a deixei ir. Por mais que aquilo me doesse, eu sabia que não a faria feliz – pelo menos não naquele momento. Às vezes, amar não quer dizer prender essa pessoa ao seu lado. É preciso que a deixemos livre para ser feliz. Se eu e ela um dia ficaremos juntos, não tenho certeza, mas o amor não é a fraqueza que pensamos. O que nos torna fracos é não tê-los ao nosso lado.

Minha vida iria voltar ao normal.
E eu já sabia qual o caminho.

domingo, 17 de agosto de 2014

The Proposal


1 mês e meio antes...

A baba de Floco entrou em minha boca e acabei acordando.
– Merda, Floco! – Berrei.

Mais uma vez aquele sonho: casar com Flora. Ok. Tirando algumas partes, eu poderia realizá-lo. Aquilo estava tornando-se uma verdadeira obsessão com a chegada do casamento de Derick. Seria medo ou desejo?



Pouco antes da cerimônia do casamento, recebi uma ligação de Stanley.
– Merda, Stan! MERDA! Você não podia ter feito isso! Eu entreguei o roteiro apenas para você dar uma olhada! Não era pra apresentar ele! Eu não quero me lançar como roteirista!
– Ah, Andrew! Pelo amor de Deus! Você é MUITO BOM! Os produtores ficaram em polvorosa! Três em cada quatro produtores querem seu filme nos cinemas! Você também vai atuar... É tudo perfeito, cara!
– Não! Não é! Eu estou num péssimo momento pra discutir isso!
– Olha, pensa na proposta: rodar seu filme no novo estúdio em Hidden Springs! Você vai ser o novo mestre das artes, meu caro! Pensa nisso!
– Quando eu estiver sóbrio, prometo pensar!


Eu já estava sóbrio. E estar sóbrio sempre foi meu maior defeito! Ao ver Flora ao lado de Begônia, tive a certeza de que ainda a amava. Aquilo estava me matando aos poucos. Doses homeopáticas de dor e sofrimento.
Eu sabia o que fazer.
Eu tinha que fazer aquilo.



Peguei meu telefone e liguei pra Stanley.
– E então, meu astro?
– Eu aceito com uma condição!
– A que você quiser, And!
Eu quero Lana Turner como protagonista do meu filme! Só ela e mais ninguém! Te vejo em dois dias, Stanley!



Hoje...

Saber que teria que morar por alguns meses em Hidden Springs foi um desafio. Não só por me afastar do agito de Bridgeport ou por sair da minha zona de conforto, mas por sair de perto de Flora e de tudo que me lembrava àquele amor mal resolvido. Eu precisava voltar ao meu normal. Acho que só assim eu poderia refletir sobre meus sentimentos e sobre minha vida. 



Não demorou muito para que minha estrela chegasse a Hidden Springs. A chegada de Lana foi aguardada não só por todo o estúdio, mas por mim. Minha amiga estava passando por uma crise pessoal e, embora ela não precisasse de apoio, eu estaria ali para fazê-la rir mesmo que involuntariamente.




Algumas noites se passaram. Eu estava em casa arrumando umas falas das cenas finais do filme quando o telefone tocou. Era Lana.
– Acabou, And! – Escutei ela dizer.

Era triste ver o fim daquele amor. Eu estava numa fase insensível demais para dizer “você ainda vai encontrar um amor”. O que eu fiz? Bom... Eu fiz o que todo amigo deveria fazer em uma situação dessas:
– Vai uma tequila?

sábado, 16 de agosto de 2014

I'm coming back


E houveram boatos de que eu estava na pior...
Eu estou voltando, meus queridos. Sei que sentiram saudades de mim, sei que minha vida andou meio parada, mas agora estou disposto a mudar isso... Amanhã estarei de volta com as minhas novidades e aventuras... Espero não chocá-los muito!

Um grande beijo!

Andrew Baron

domingo, 20 de julho de 2014

Amizade


A amizade é um dos mais preciosos bens que podemos ter. Aliás, acredito que ela seja a base de tudo. Não existe família sem amizade, não existe amor sem amizade, não existe vida sem amizade. Algo essencial. Pessoas que sabem dizer aquilo que precisamos ou merecemos ouvir. E por mais que as palavras possam doer, elas farão sentido uma hora ou outra. Quero desejar um feliz dia do amigo aos meus queridos amigos! Christopher Luther (meu galego), Lana Turner (minha ruiva promíscua linda ♥), Derick, Jaque, Floco, Stanley, Alexis, Catarina... Quero que saibam que, mesmo distante, sempre estarei aqui para vocês! Afinal, a amizade é um amor que nunca morre! ♥ Amo vocês!
Em breve voltarei com minhas novidades... Tenho certeza que irão se surpreender... ♥

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Recomeços


O Dia das Mães se aproximava.  Eu havia prometido para minha mãe e para Jessica que iria estar presente esse ano. A surpresa que providenciei foi a de que passaria uma temporada em Barnacle Bay. Aproveitei a viagem para fazer uma reforma em minha casa. Porém, é claro, que naquela casa o que mais me chamava à atenção era a presença de Tony, meu sobrinho e afilhado. Como aquele garoto era esperto! Ele lembrava muito a Jessica em algumas atitudes involuntárias ­– considero que isso seja um defeito da família Baron: espontaneidade ao extremo – e fisicamente tinha o cabelo do pai e só. 


Passar os dias com Tony fez com que eu lembrasse de algumas coisas... A presença de Lucas em minha vida e o filho que Flora havia perdido. Era engraçado porque, justo eu, que nunca havia tido a ideia de ser pai, havia me tornado um pai muito louco para os filhos de meu amigo e de minha irmã. Era engraçado que, justo eu, que sempre quis evitar ter filhos, tinha a vontade de tê-los. Agora era tarde demais... Eu havia desperdiçado a última oportunidade quando rompi com Flora. Eu estava trabalhando demais, ela também, tempo curto, pouco sexo, pouca proximidade... 


Naquela noite, ao entrar no facebook, avistei o nome de Flora no bate-papo. Estranhei, pois ela o havia desativado há alguns meses... Puxei papo, falamos sobre a vida, sobre Tony e sobre sua vinda para férias em Barnacle Bay, além da venda da casa onde ela morava. Na noite seguinte, resolvi visitá-la.


Floco foi correndo atrás de Violeta, que ficou assustada em vê-lo daquele tamanho. Flora me deu um abraço apertado e disse:
- Que saudade de você!
- Saudades suas também! – Fale olhando em seus olhos.


Assim que Floco entrou na casa, foi correndo rever sua grande amiga Violeta, que ficou assustada com o tamanho com o qual ele havia ficado! Floco havia crescido muito nos últimos seis meses e já não era mais aquele doce filhote que eu carregava no colo.


Flora me contou sobre sua vida nos últimos meses: uma proposta de trabalho negada na França, casamento da Begônia se aproximando e a mudança de sua irmã para Barnacle Bay.
- E agora eu vou vender a casa para ficar com meus pais lá. Eu tenho o meu trabalho, tenho alguns antigos amigos... Enfim, finalmente resolvi voltar para Bridgeport.
- Já eu estou me sentindo completamente o oposto... – Falei desmotivado.
- Como assim?
- Meu melhor amigo, digo, meu único amigo se casou, mudou de cidade... Só temos contato por telefone e pelo facebook.
- Mas e o pessoal do estúdio? Eu lembro que você tinha amizade com o Matthew Hamming, o Reuben Littler. Tinha também aqueles amigos do Chris, o Justin e o outro Matthew.
- Bom... Meus colegas de trabalho só se importam com business... Os amigos do Chris eu tinha contato apenas nas festas. A Alexis também... Tornei-me padrinho do seu filho, mas acredita que só o vi no dia do batizado? Ela e a Catarina se mudaram para Twinbrook. 


- E você está pensando em vir morar em Barnacle Bay? Você não tinha repulsa a essa ilha? – Ela riu.
- Sim... Ainda tenho um pouco. Não gosto desse clima praiano, sou apaixonado pela riqueza, pelo barulho de Bridgeport... Só que eu quero estar perto de quem eu amo. Chega de me isolar, de querer ser o Andrew Baron fodão, pegador... Conviver contigo, com o Lucas e com o Tony me fizeram ter vontade de criar raízes, de ter uma família.
- Mesmo que isso te custe abandonar a carreira de ator?
- Não! Não pretendo abandonar a carreira. Quando tiver algum trabalho bacana, vou para Bridgeport. Posso vender a casa e comprar um apartamento. Sei lá...
- Sabe o que eu faço quando preciso pensar? Eu olho as estrelas... Elas sempre nos dão as respostas. 


Flora me puxou para o lado de fora da sua casa e sentou no chão.
- Vem! Senta!
- Flora, eu não acredito que essa sua alma hippie ainda exista! – Sorri. – Não é melhor irmos para o térreo e olhar com o telescópio?
- Senta logo, Andrew! – Obedeci. - Se tem uma coisa que aprendi com os chineses é que olhar para a natureza nos traz muitas coisas. Dentre elas, as respostas que precisamos. Basta refletirmos...
- Será?
- Basta você crer... 


Enquanto Flora observava o céu, tive um ímpeto adolescente e segurei sua mão:
- Sabe o que eu realmente quero?

Flora sorriu e disse:
- Andrew... Nós já tentamos. Não vai dar certo! - Ela sorriu.


Flora levantou e eu segurei suas mãos:
- Olha... Nós dois erramos e nosso namoro só terminou porque nós dois não nos encontrávamos direito. Eu trabalhava durante o dia, você durante a noite... Você me disse que seria um tempo... Até nos adequarmos mais um ao outro. Há uns dois anos atrás era você quem queria fugir pra cá e era eu quem não queria sair de Bridgeport.
- E agora estamos diferentes de novo. And... Somos opostos!
- Os opostos se atraem. – Sorri. – Eu quero te ter ao meu lado. Eu não abri mão de Bridgeport há dois anos atrás, mas estou disposto a abrir mão das duas se for preciso. Morar na França, na China, até no Egito... Eu quero ficar ao seu lado, Flora!
Ela me olhou com um brilho nos olhos e disse:
- Eu quero ficar com você... Eu quero ser feliz ao teu lado. Sabe... A gente tenta se acertar, mas sempre dá algo errado. Da primeira vez foi uma idiotice minha, da segunda uma idiotice nossa.
- Da terceira poderia ser uma idiotice minha... Mas acredite, eu não vou fazer nenhuma com você. 


Flora me olhou com uma expressão pensativa. Então falei:
- Então... Se você aceitar ser minha namorada novamente, eu tenho um presente pra você... Uma surpresa!
- Surpresa? Que surpresa, Baron? -  Ela riu. – Você ama surpreender... Às vezes, até demais! – Ela falou me dando um tapa no braço.


Ajoelhei-me e catei em algum bolso da calça o presente que havia comprado naquela tarde. Flora me olhou assustada e colocou as mãos na boca.
- Andrew, eu... Eu... Você...
- Flora, eu nunca imaginei fazendo isso e nunca fiz isso no cinema, então... Acho que sei o que falo... Você aceita se casar comigo?
- Andrew, eu não sei o que dizer. Você me pegou de surpresa...
- Então aceita!
- Não é assim, seu maluco! A gente tem que pensar!
- Comigo é assim! – Sorri. – Aceita?


Flora estendeu sua mão e coloquei a aliança em seu dedo.
- Sim! Eu aceito casar contigo, seu louco!
- Eu sou louco! E uma vez eu li que as melhores pessoas são! 


Rodopiei Flora e a segurei em meus braços, falando:
- Agora você tem um pequeno problema, mocinha!
- Mais surpresas, And?
- Sim! Você precisa conseguir um vestido de casamento em menos de 1 mês!
- HÃ? – Flora berrou.
- Nós vamos casar com o Derick e com a Begônia!