segunda-feira, 21 de março de 2016

Onde mais eu estaria? Bem...




Faz um bom tempo que não escrevo aqui. Acho que minha vida tornou-se tão monótona, que achei de bom grado não encher a paciência de vocês com tamanhas baboseiras. Ok, ok. Não serei tão insensível como de praxe. Ok? Bom... Meu filho, o pequeno Andrew, completou um ano. A vida foi generosa com o garoto... Além de bonito, igual ao pai – e à mãe –, ele é inteligente. Já fala uma quantidade generosa de palavras – inclusive “sexo”, que eu não faço a menor ideia de quem ensinou (talvez tenha sido eu em uma das minhas tentativas de convencer Flora a fazer sexo na cozinha) – e parece ter nascido com a minha agilidade para tomar decisões.
Meu primeiro livro fez um grande sucesso. Tenho trabalhado no segundo, mas tenho andado focado em um projeto paralelo com o Stanley e o Christopher (lembram que estávamos escrevendo um roteiro para o cinema?), e isso tem ocupado 55% do meu tempo, enquanto o Andy (chamarei ele assim para diferenciá-lo de mim) ocupa 40% do meu tempo. Flora abriu um pequeno restaurante de luxo em Barnacle Bay (que parece finalmente estar se tornando um lugar decente para se viver) e isso tem ocupado bastante tempo da minha esposa. Por isso, resolvi ficar presente no dia-a-dia de meu filho. Não quero deixá-lo com babás e MUITO MENOS com meus pais.
E eu... Bem... Acho que tenho me visto um pouco perdido novamente. Sabem como é, né? Inconstância de libriano. Uma parte de mim tem sentido falta daquela minha vida antiga, do antigo Andrew Baron de festas, farras, sexo casual e muita, muita bebida – como eu sinto falta da minha amada, incrivelmente maravilhosa tequila. Acho que, no fundo, eu tenha tentado fugir um pouco de quem eu era e talvez tenha me perdido no caminho de volta para o meu verdadeiro “eu”.
Alguns amigos sumiram de minha vida. Agora que não sou mais o “ombro amigo de todas as horas”, notei como a maioria deles se afastou de mim. Parece que eu tenho aprendido a descrer um pouco no ser humano, em especial naqueles que se intitulam ou se intitularam meus amigos. Creio estar vivendo num mundo de aparências, onde as pessoas estão cada vez mais egoístas e amizades sejam apenas boas o suficiente quando estamos ali para escutar todos os desabafos sobre relacionamentos fracassados, sobre vidas complicadas... Eu tenho sido um amigo “útil” apenas nesses momentos. Enfim... Isso tem me incomodado bastante. Ou melhor, isso ESTAVA me incomodando bastante...
Hoje cedo encontrei alguns antigos diários meus, que eu usava antes de lançar o meu blog. Lendo algumas daquelas páginas, pareço ter aprendido algo importante, ou melhor, pareço ter reaprendido quem eu sou de verdade. Acho que o velho Andrew Baron está ansiando para voltar ao meu corpo e tudo indica que o lugar onde me encontro não seja grandioso o suficiente para a minha imaginação. Talvez seja a hora de novos começos, de novas histórias, de novos amigos, novas aventuras, novos começos e novos fins. Talvez seja a hora de ressuscitar o velho Andrew Baron e fazer aquilo que ele, ou melhor, eu faço de melhor: gritar um “FODA-SE” bem alto para o mundo todo.

E ser feliz. Custe o que custar.

Com amor, 
Andrew Baron

P.S.: Aceito garrafas de tequila de presente.

Um comentário:

  1. Dá o endereço que eu mando, Baron.
    Pois é, os tempos mudam, a gente muda e muitas coisas acontecem com todos ao nosso redor. Mas se você sente falta desse tempo, se joga, grita um belo de um foda-se pra libertar sua alma mesmo, se redescubra, veja coisas novas e faça coisas que você nunca fez antes. Vai lá!

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